Oficinas

Nas quatro manhãs do evento (27, 28, 29 e 30 de agosto) serão ofertadas duas oficinas. A oficina I é artística, e a oficina II é filosófica.

Oficina I: Workshop de Arte Rebelde (WAR)
27/08 e 28/08, das 8h30 às 12h30. UFSC (sala a definir).
Número de Vagas: 20 vagas definidas por seleção através de carta de apresentação.
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Ementa disponibilizada pelo ministrante: O Workshop de Arte Rebelde (WAR) quer ser um espaço experimental de pesquisas e práticas artísticas transdisciplinares ou indisciplinares e de proposição de processos criativos performativos. WAR filia-se ao legado de filosofias de treinamento e pesquisa voltadas à criação artística e à produção de conhecimento crítico. Dentre as direções que atraem a escuta do WAR estão Poéticas Bastardas, Corpolíticas, Artes (Obs)Cênicas, Nonsense e Pós-Sense, Performance Artivista, Composição Urbana, Objetos Indecidíveis, Grouxo-Marxismo e Pornoterrorismo.
O Workshop se apoia em referenciais como o trabalho desenvolvido pelo Yes Lab (laboratório de ativismo criativo desenvolvido pelo duo Yes Men, com base em Nova York) e pelas práticas pedagógicas do coletivo La Pocha Nostra (grupo de performance internacional, com base em San Francisco). O próprio conceito de Arte Rebelde, que dá nome ao workshop, é devido à inspiração de Guillermo Gomez-Peña e seus Exercícios para Artistas Rebeldes, nos quais ele propõe um continuum indistinguível entre prática performática, política, existencial e pedagógica.
O WAR é um workshop prático, serão dois dias de intensa rebeldia, o que significa trabalho físico, criativo, poético, político. Por isso, venha prontx para suar o corpitcho e rebelar bastante. Venha com roupas confortáveis e sujáveis. Água e toalha são recomendáveis.
Dentre os exercícios, estão incluídos vários de contato interpessoal e, opcionalmente, nudez.
Faremos um exercício de composição de Ciborgues,  no qual utilizaremos acessórios e figurinos potencialmente “bizarros”, assim que vc é convidadx a levar itens para compor um acervo coletivo de acessórios, que serão devolvidos ao final do workshop. O que funciona bem neste exercício: Máscaras, Perucas, Apliques, Maquiagem, Acessórios, Roupas e Objetos bizarros, brinquedos de sex shop, bandeiras, imagens religiosas profanáveis, imagens políticas profanáveis, lingerie, qualquer elemento sadomasoquista, ciberqueer, pós-pornô, pós-sense, animais empalhados, vocês entenderam do que estou falando.
O que funciona menos: qualquer coisa que seja mais difícil de vestir, mesmo calças e camisetas tendem a funcionar pior.
Outros elementos úteis: fitas adesivas, tinta guache, fios e cabos, etc.
Traga sua contribuição de objetos para esse exercício e lembre de deixar claro tudo o que você gostaria que fosse devolvido no mesmo estado em que foi emprestado!

Sobre o ministrante: Fabio Salvatti é performer, diretor teatral e professor da Universidade Federal de Santa Catarina no Departamento de Artes. Fez pós-doutorado em Performance Studies na NYU / Instituto Hemisférico (Nova York, 2015) É Doutor em Artes Cênicas pela USP (2010) e Mestre em Teatro pela UDESC (2004). Seus interesses estão focados em humor, ativismo e pedagogia. Sua pesquisa sobre pedagogias radicais em performance engloba práticas artísticas e ativistas sem que haja possibilidade de distinção disciplinar em campos separados. Trabalhou principalmente com duas companhias de teatro diferentes: “Kiwi Companhia de Teatro” (entre 2001 e 2008) e “Cia. EmCômodoTeatral” (entre 1998 e 2004). Com elas, se apresentou em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Florianópolis, entre outras cidades brasileiras. Atualmente é coordenador do Estúdio de Arte Rebelde, com o qual vem desenvolvendo performances na interface entre arte e ativismo.

Oficina II: Qual o Potencial Político da Arte?
29/08 e 30/08, das 9h às 12h. UFSC (sala a definir).
Número de Vagas: 50 vagas definidas por ordem de inscrição.
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Ementa disponibilizada pela ministrante: A pluralidade da arte, de sua teoria e de sua filosofia traz à tona uma série de questionamentos que precisam ser levantados para que seja possível circunscrever seu potencial ou vocação política, visto que pressupostos como o da autonomia, assim como sua institucionalização e submissão à estrutura econômica mundial constroem um cenário onde a relação entre arte e política pode ser colocada em xeque. Arthur Danto, em seu artigo “O descredenciamento filosófico da arte”, afirma que até uma obra como Guernica, de Pablo Picasso, responsável por colocar a situação da cidade de Guernica após ser devastada por Franco, no cenário Mundial “tornou-se um simpático pano de fundo para fazer amigos no Museu de Arte Moderna”. Tendo em vista esse pano de fundo, questões como as que se seguem precisam ser levantadas: Quando dizemos arte politica, estamos dizendo que a arte é política? Qual a importância do aspecto político para a constituição da arte enquanto tal? Há valor para uma arte que não é política? Em que medida a arte é política por acidente? Qual lugar ela deve ocupar para exercer seu potencial? Até que ponto a interdependência ou não entre arte e política pode vir a modificar o estatuto de ambas? O objetivo desse curso não é esgotar esses questionamentos, mas trazê-los para o debate, sendo esse realizado a partir das próprias obras de arte.
Sugestão de leitura: O Descredenciamento Filosófico da Arte. Arthur Danto

Sobre a ministrante: Rachel Costa é mestre e doutora em Estética e Filosofia da Arte pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, com a dissertação Imagem e Linguagem na Pós-história de Vilém Flusser e a tese Três questões sobre a arte contemporânea. Fez doutorado sandwich na Université Paris I – Pantheon-Sorbonne e pós-doutorado no Braude College of Engineering em Israel, em arte e tecnologia. Foi bolsista de PNPD do Programa de pós-graduação em Estética e Filosofia da Arte da UFOP. Atualmente é professora efetiva da Escola Guignard – UEMG e professora colaboradora do Mestrado em Filosofia da UFOP. É editora da revista Artefilosofia e trabalha como crítica e curadora independente.